segunda-feira, janeiro 03, 2011

A maior parte (51%) da degradação florestal ocorreu no Pará seguido por Mato Grosso (39%).  Segundo o Imazon, degradação florestal são áreas florestais intensamente exploradas pela atividade madeireira ou por queimadas.
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou  os dados de novembro de 2010 do desmatamento e degradação florestal na Amazônia. O SAD, satélite utilizado pelo ONG, registrou um aumento de 548% na degradação florestal, somando 188 quilômetros quadrados.  Em novembro de 2009 a degradação somou 29 quilômetros quadrados.
A maioria (51%) da degradação florestal ocorreu no Pará seguido por Mato Grosso (39%).  Segundo o Imazon, degradação florestal são áreas florestais intensamente exploradas pela atividade madeireira ou por queimadas. É diferente do desmatamento, que é a supressão total da floresta com exposição do solo.
A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a novembro de 2010 totalizou 2.805 quilômetros quadrados.  Isso representou um aumento expressivo (256%) em relação ao período anterior (agosto de 2009 a novembro de 2009), quando a degradação florestal somou 789 quilômetros quadrados.
Desmatamento
O SAD detectou 65 quilômetros quadrados de desmatamento, uma redução de 13% em relação a novembro de 2009, quando o desmatamento somou 75 quilômetros quadrados.  Em novembro de 2010, os Estados com maior área desmatada foram Mato Grosso (38%), Pará (29%) e Rondônia (20%).  O restante do desmatamento ocorreu em Roraima (5%), Amazonas (5%) e Acre (3%).
Os dados podem estar subestimados, já que só foi possível monitorar 30% da área florestal na Amazônia Legal.  Os outros 70% estavam cobertos por nuvens, o que dificultou o monitoramento na região, principalmente no Amapá, Rondônia, Pará e Mato Grosso, os quais tiveram mais de 70% da área florestal coberto por nuvens.
O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a novembro de 2010 somou 598 quilômetros quadrados.  Em comparação com o período anterior (agosto 2009-novembro 2009), quando o desmatamento somou 757 quilômetros quadrados, houve redução de 21%.
Segundo o boletim, em novembro de 2010 o desmatamento detectado comprometeu 4 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que representa uma queda de 21% em relação a novembro de 2009.  No acumulado do período (agosto – novembro 2010) o desmatamento comprometeu 36 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.  Isso representa uma redução de 23% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a novembro de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 47 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

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